Volume
Redes
Sociais
Lollapalooza Chicago é evacuado devido a tempestade no início dos shows de Lorde e Muse
04/08/2017 - 8h20 em Novidades

O Lollapalooza Chicago foi evacuado devido a uma tempestade no início dos shows principais nesta quinta-feira (3). Muse e Lorde faziam os shows de encerramento nos dois palcos principais - ambos tinham tocado três músicas. O evento tinha vendido todos os 100 mil ingressos desta quinta - primeiro dos quatro dias de evento.

Os artistas deixaram o palco e um alerta apareceu em todos os telões pedindo para o público sair imediatamente do Grand Park, local do festival. Nas redes sociais, a organização disse que os shows foram encerrados devido à chuva forte que já caía, com a previsão de aumentar.

Lorde escreveu várias mensagens no Twitter lamentando a situação. "Eles falaram que a gente não pode mais tocar. Eu tinha um show espetacular planejado para vocês e prometo que vou voltar assim que puder", disse. "Essa é a mer** mais 'Melodrama' de todos os tempos. Fiquem seguros", escreveu, citando o nome do seu novo disco.

O Muse escreveu: "Destruído. A cidade e a polícia nos fizeram sair do palco essa noite após três músicas no Lollapalooza, devido ao tempo/trovoada. Pesadelo!".

Mesmo com a chuva muito forte na hora da saída, o G1 não presenciou desordem. A multidão respondeu ao pedido e, do lado de fora, se abrigou nas marquises dos prédios e em garagens - o parque fica no centro de Chicago.

 

Dia caótico: Liam e Migos 'sumidos'

 

O dia já tinha sido tumultuado mesmo antes dos shows principais interrompidos pela chuva. A apresentação de Liam Gallagher também terminou com três músicas, mas por escolha do cantor. Ele saiu do palco no meio da quarta música e não voltou mais, sem dar explicação aos presentes.

Ele sumiu pelo canto do palco e a banda terminou a música olhando para os lados para ver se ele voltaria. Como não apareceu, os músicos também saíram. O público vaiou e gritou "Noel, Noel", em referência ao irmão, inimigo e ex-companheiro de Oasis.

O dia já tinha sido tumultuado mesmo antes dos shows principais interrompidos pela chuva. A apresentação de Liam Gallagher também terminou com três músicas, mas por escolha do cantor. Ele saiu do palco no meio da quarta música e não voltou mais, sem dar explicação aos presentes.

Ele sumiu pelo canto do palco e a banda terminou a música olhando para os lados para ver se ele voltaria. Como não apareceu, os músicos também saíram. O público vaiou e gritou "Noel, Noel", em referência ao irmão, inimigo e ex-companheiro de Oasis.

Só depois, no Twitter, o britânico se manifestou e pediu desculpas ao público. Ele disse: "tive um show difícil ontem à noite e minha voz está destruída". Liam se apresentou na quarta num pequeno clube da cidade dos EUA

Liam Gallagher no Lollapalooza (Foto: Divulgação)

Outro show entre os mais esperados teve um drama. Os Migos, dono do maior hit norte-americano deste ano, "Bad and boujee", demoraram quase 40 minutos para começar a cantar - em um festival que não costuma ter grandes atrasos. Eles alegaram um "imprevisto", sem maiores explicações.

Os Migos pelo menos conseguiram terminar o show, mas em clima de karaokê: iam emendando as músicas de sucesso atual, com óbvio destaque para "Bad and boujee". O som ficou mais baixo do que o necessário para o tanto de gente que apareceu para vê-los.

 

O que teve além de problema?

 

George Ezra, Spoon e Wiz Khalifa também tocaram no primeiro dia desta edição no país que é sede original do evento. O Lolla também acontece na França, Argentina, Chile e Brasil (nossa edição anual já rolou em março). Em Chicago, são oito palcos com mais de 170 shows pelo parque em quatro dias.

 

Lollapalooza 2018 será nos dias 23, 24 e 25 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

 

O show mais legal (no caso com início, meio e fim) foi do Cage the Elephant. Campeão de aparições no Lolla no Brasil, eles levaram a Chicago um elemento extra para a apresentação sempre enérgica do vocalista Matt Shultz: o figurino.

Cage the Elephant fez o show mais legal do dia (Foto: Divulgação)

De vestido roxo de paetê e meia arrastão, Matt anunciou para a multidão que assistia: "Queria estar bonito para vocês hoje". Depois, falou sério e fez um discurso contra "o ódio e a desunião" atuais, pedindo para "celebrar o amor". Não deve ser coincidência o fato de ele fazer isso na semana em que Donald Trump baniu pessoas transgênero do exército dos EUA.

A quinta também teve dois jovens músicos que continuam com gás após sucessos estrondosos: George Ezra, do folk "Budapest", e o DJ Baauer, do hit/meme "Harlem Shake".

George Ezra estava demorando a voltar após o primeiro disco de 2014. O britânico tocou a nova e animada "Don't matter now", faixa lançada em junho do segundo álbum que está para sair.

Já o americano Baauer lotou o palco eletrônico - que assim como na edição de SP, tem espaço cada vez mais concorrido de fãs no clima de balada. Conseguiu manter o interesse do público para além da trilha do viral de 2013.

 

Revelações para guardar

 

Três nomes dos EUA, Inglaterra e França foram bem entre os shows do início do dia, que geralmente tem as apostas mais jovens. Anote:

Jain: A francesa marota foi de soul ensolarado e reggae a batidas africanas - sua família tem origem em Madagascar e ela já morou no Congo. A voz encanta sem exageros e as melodias descem macio, vide o single "Makeba". O show é estilo Ed Sheeran: Jain sozinha no palco comandando uma mesa com as bases e as camadas de sua voz ao vivo. Conseguiu fazer o público dançar e inovou no faça-você-mesmo: gravou também o som do coro da plateia para usar na própria música.

Declan McKenna: O inglês de 18 anos encarna uma rebeldia juvenil bem-vinda em 2017. O ótimo repertório do novo e 1º disco inclui "Brazil”, faixa que o revelou em 2016 com inusitada letra contra a Fifa e a Copa de 2014. Ele tocou no comecinho e fez um show atrevido: vestiu máscara de Trump e disse "chupa meu socialismo, Donald", subiu nas grades e no público e reclamou que a maquiagem que ele passou borrou com o calor.

Kevin Devine: Esse é mais a cara do rock lo-fi dos EUA. Tem músicas com temas como violência policial e as lembranças de 11 de setembro (a tocante "No History"). Mas também canta sobre ficar bêbado durante o dia ("Daydrunk", dedicada ao público do Lolla). No palco, Kevin é mais blasé que o colega inglês e a francesa, e seu show foi menos animado.

Declan McKenna (Foto: Divulgação)

 

O que ainda vai ter?

 

Sexta-feira (4): The Killers, Blink 182, Ryan Adams, Foster the People, DJ Snake, Crystal Castles, Run the Jewels, The Pretty Reckless, Tegan and Sara, Cloud Nothings e mais.

Sábado (5): Chance The Rapper, The xx, Royal Blood, Live, Kaskade, Mac DeMarco, Banks, alt-J, Glass Animals, Zara Larsson, Warpaint, 21 Savage, Vance Joy, Blossoms e mais.

Domingo (6): Arcade Fire, Justice, Big Sean, Rae Sremmurd, The Shins, Grouplove, Tove Lo, Joey BadaSS, Lil Yatchy, Charli XCX, Sampha, Borgore, Rag'n'Bone Man e mais.

 

Fonte/Reprodução: G1

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!